Dragon Ball, o Rei Macaco e o poder do storytelling no marketing

Por | Social Media na Uníntese |

Você conhece a história do Rei Macaco? Sabia que uma das maiores inspirações por trás de Goku vem de uma obra chinesa de quase 500 anos?

Para a alegria dos fãs, Dragon Ball está de cara nova! Em 2026, a franquia voltou a despertar a atenção do público com uma versão renovada de sua animação. Mas, por trás das transformações, dos combates e dos personagens que marcaram gerações, existe uma história muito mais antiga.

Muito antes dos animes, dos videogames e até da televisão, já existia um personagem extraordinário, capaz de enfrentar divindades, realizar transformações e utilizar um poderoso bastão mágico.

E o mais interessante? Essa história pode ensinar muito sobre uma das ferramentas mais importantes da comunicação: o storytelling no marketing.

Mas, para entender essa conexão, precisamos começar nossa própria jornada ao oeste.

Dragon Ball está de cara nova. Mas por que essa história continua conquistando fãs?

No dia 11 de outubro de 2026, Dragon Ball Super ganhou uma nova apresentação com a estreia de Dragon Ball Super: Beerus,...

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Você conhece a história do Rei Macaco? Sabia que uma das maiores inspirações por trás de Goku vem de uma obra chinesa de quase 500 anos?

Para a alegria dos fãs, Dragon Ball está de cara nova! Em 2026, a franquia voltou a despertar a atenção do público com uma versão renovada de sua animação. Mas, por trás das transformações, dos combates e dos personagens que marcaram gerações, existe uma história muito mais antiga.

Muito antes dos animes, dos videogames e até da televisão, já existia um personagem extraordinário, capaz de enfrentar divindades, realizar transformações e utilizar um poderoso bastão mágico.

E o mais interessante? Essa história pode ensinar muito sobre uma das ferramentas mais importantes da comunicação: o storytelling no marketing.

Mas, para entender essa conexão, precisamos começar nossa própria jornada ao oeste.

Dragon Ball está de cara nova. Mas por que essa história continua conquistando fãs?

No dia 11 de outubro de 2026, Dragon Ball Super ganhou uma nova apresentação com a estreia de Dragon Ball Super: Beerus, no Japão.

A produção revisita acontecimentos conhecidos, incorporando cenas redesenhadas, novos recursos visuais e ajustes na narrativa, com a proposta de proporcionar uma experiência mais próxima da obra original de Akira Toriyama.

A novidade também chama a atenção por representar uma resposta a aspectos da animação que vinham sendo debatidos entre os fãs, como a aparência de determinados personagens e o equilíbrio entre humor e momentos mais sérios.

Mas existe algo curioso em tudo isso.

Os personagens mudam, a animação evolui, novas gerações chegam e, mesmo assim, Goku continua despertando o interesse de pessoas que acompanham suas aventuras há décadas.

E não estamos falando necessariamente de uma história completamente inédita. Estamos falando de acontecimentos que muitos fãs já conhecem, mas que continuam sendo revisitados e reinterpretados.

Será que esse interesse existe apenas pelas lutas, pelas transformações e pelos poderes cada vez maiores?

Talvez a resposta esteja muito antes de Goku aparecer pela primeira vez nas páginas de um mangá.

Jornada ao Oeste: a história do Rei Macaco que atravessou quase 500 anos

Para entender a origem dessa inspiração, precisamos voltar à China do século XVI.

Foi nesse período que surgiu Jornada ao Oeste, também conhecida como Jornada para o Oeste, uma das obras mais importantes da literatura chinesa, tradicionalmente atribuída ao escritor Wu Cheng’en.

A história acompanha a peregrinação de um monge em busca de escrituras budistas, em uma viagem repleta de perigos, criaturas sobrenaturais e desafios.

Durante a jornada, ele é acompanhado por discípulos bastante peculiares. Entre eles está Sun Wukong, o lendário Rei Macaco.

Extremamente poderoso, inteligente, orgulhoso e rebelde, Sun Wukong possui habilidades extraordinárias.

Ele consegue mudar de aparência, criar cópias de si mesmo, realizar feitos sobrenaturais e percorrer enormes distâncias utilizando seus poderes.

Além disso, carrega um bastão mágico capaz de alterar seu tamanho, uma arma que se tornou um dos símbolos mais reconhecidos do personagem.

Familiar, não é mesmo?

Mas a história do Rei Macaco vai muito além de seus poderes.

Sun Wukong é um personagem impulsivo, frequentemente envolvido em conflitos por desafiar autoridades e acreditar que sua força é suficiente para resolver qualquer situação.

Ao longo da peregrinação, entretanto, ele precisa lidar com as consequências de suas escolhas, desenvolver disciplina e aprender a trabalhar ao lado de outras pessoas.

Não estamos falando apenas de um guerreiro poderoso, mas de um personagem com personalidade, objetivos, conflitos e transformações.

E esses elementos ajudam a compreender por que sua história continua sendo reinterpretada até hoje.

De Sun Wukong a Son Goku: as inspirações por trás de Dragon Ball

Séculos depois, em 1984, Akira Toriyama apresentou ao mundo um garoto chamado Son Goku, protagonista de Dragon Ball.

E as semelhanças entre Goku e o Rei Macaco não são coincidência.

O próprio nome Son Goku está associado à forma japonesa do nome Sun Wukong, personagem de Jornada ao Oeste.

Nas primeiras aventuras de Dragon Ball, essa influência aparece de maneira bastante evidente.

Goku possui uma cauda de macaco, utiliza um bastão mágico que pode aumentar de tamanho e viaja sobre uma nuvem voadora.

Existe ainda sua transformação em um macaco gigante, conhecida como Oozaru, que reforça a associação visual com a figura do primata.

Entretanto, Toriyama não se limitou a reproduzir a narrativa chinesa.

Ele reinterpretou suas referências, criou novos personagens, construiu outros conflitos e desenvolveu um universo próprio, combinando aventura, artes marciais, humor e fantasia.

Mais tarde, Dragon Ball Z ampliaria a mitologia da franquia, revelando a origem saiyajin de Goku e oferecendo novas explicações para características que acompanhavam o protagonista desde suas primeiras aventuras.

A história ganhou outros caminhos, mas algumas de suas referências originais continuaram presentes.

É justamente essa capacidade de transformar uma inspiração antiga em uma narrativa própria que torna a trajetória de Dragon Ball tão interessante.

E a influência não parou por aí.

De Naruto a Black Myth: Wukong: quando uma história inspira outras histórias

Quem acompanha Naruto provavelmente já encontrou outra homenagem bastante interessante ao universo de Dragon Ball.

Entre as criaturas conhecidas como Bestas com Cauda existe um enorme primata de quatro caudas chamado Son Goku.

E sabe como se chama o ninja que carrega essa criatura dentro de si?

Rōshi!

Sim, o nome faz referência ao Mestre Kame, conhecido originalmente como Mestre Roshi, um dos personagens mais importantes da trajetória de Goku.

O próprio nome da criatura, sua aparência e a associação com um macaco gigante reforçam a relação entre os universos.

Há ainda uma possível referência no número de caudas: quatro, assim como as quatro estrelas da esfera do dragão que pertenceu ao avô adotivo de Goku. Essa relação é interpretada por fãs e comentaristas como uma homenagem, embora não deva ser tratada como uma confirmação oficial.

E não são apenas os animes que continuam explorando essa antiga inspiração.

Em 2019, o jogo Unruly Heroes apresentou uma aventura inspirada diretamente em Jornada ao Oeste, permitindo que os jogadores acompanhassem personagens e elementos da mitologia chinesa.

Já em 2024, o aclamado Black Myth: Wukong trouxe uma interpretação visualmente impressionante desse universo, utilizando a história e os elementos do Rei Macaco como base para uma experiência moderna nos videogames.

Cada produção apresenta sua própria abordagem, seus personagens e seus conflitos. Algumas fazem adaptações diretas; outras apenas utilizam referências e homenagens.

Mas todas demonstram como determinados elementos narrativos podem atravessar culturas, mídias e gerações.

Uma história surgida há quase 500 anos continua inspirando produções que conquistam públicos completamente diferentes.

Mas como isso é possível? E, principalmente, o que as empresas podem aprender com esse fenômeno?

O segredo tem nome: storytelling no marketing

A resposta passa por uma prática muito anterior às estratégias modernas de publicidade: a capacidade humana de contar histórias.

Hoje, quando utilizamos narrativas de forma intencional para comunicar ideias, gerar identificação e transmitir mensagens, estamos trabalhando com um conceito conhecido como storytelling.

No marketing, storytelling é a construção estratégica de histórias para criar conexões entre marcas e pessoas, tornando mensagens mais compreensíveis, interessantes e memoráveis.

Mas atenção: storytelling não significa simplesmente começar um anúncio com “era uma vez”.

Uma história precisa despertar interesse e apresentar elementos capazes de envolver quem a acompanha.

Pense novamente no Goku.

O público não acompanha Dragon Ball apenas para descobrir se ele vai vencer a próxima luta.

Quer saber como ele enfrentará um adversário aparentemente invencível, o que precisará aprender, quais obstáculos surgirão e como suas relações e capacidades serão transformadas durante essa jornada.

É essa evolução que sustenta o interesse pela narrativa.

Os quatro elementos de uma boa história

Uma estrutura narrativa pode ser compreendida a partir de quatro elementos fundamentais.

Personagem: alguém com quem o público consiga se identificar ou por quem desenvolva interesse.

Objetivo: aquilo que o personagem deseja alcançar e que dá uma direção à sua jornada.

Conflito: os obstáculos, dificuldades e desafios que precisam ser enfrentados.

Transformação: o que muda durante o percurso e o significado dessa mudança para a história.

Esses elementos podem aparecer em livros, filmes, séries, animes e também na comunicação de empresas.

Existe, porém, uma diferença importante.

No storytelling aplicado ao marketing, o protagonista não precisa ser a sua marca. Na maioria das vezes, ele deve ser o cliente.

E compreender essa mudança de perspectiva pode transformar a maneira como um negócio se comunica.

Por que o storytelling é importante para o marketing?

Tente lembrar de um anúncio que você viu recentemente.

Agora pense: quantos deles realmente despertaram seu interesse? E quantos foram esquecidos poucos segundos depois?

Boa parte das empresas concentra sua comunicação exclusivamente no que vende.

Apresenta características, funcionalidades, preços e diferenciais, mas nem sempre consegue demonstrar por que essas informações são relevantes para as pessoas.

O problema não está em apresentar dados objetivos. Eles são fundamentais para uma decisão de compra.

A dificuldade surge quando a comunicação não consegue relacionar essas informações à realidade de quem está recebendo a mensagem.

É justamente aí que o storytelling pode contribuir.

Ao apresentar personagens, situações e desafios que fazem sentido para o público, uma empresa pode tornar sua comunicação mais próxima e significativa.

Uma marca de roupas, por exemplo, pode explorar a relação entre suas peças e a expressão da identidade de seus clientes.

Uma empresa de tecnologia pode demonstrar como uma solução ajuda a superar um problema cotidiano.

Um negócio que oferece serviços profissionais pode apresentar experiências reais de pessoas que enfrentaram dificuldades e encontraram caminhos para resolvê-las.

O importante não é inventar uma grande aventura para anunciar um produto.

É compreender o significado que esse produto ou serviço pode ter na vida das pessoas.

Uma comunicação eficiente não apresenta apenas o que a empresa oferece. Ela também ajuda o público a compreender por que aquilo importa.

Como aplicar storytelling no marketing da sua empresa?

Agora que compreendemos a ligação entre uma narrativa de quase 500 anos e as estratégias modernas de comunicação, surge uma pergunta:

Como transformar esse conhecimento em algo realmente útil para um negócio?

O primeiro passo é reconhecer que toda história precisa ter uma direção.

Antes de produzir seu próximo anúncio, vídeo ou campanha, procure responder a cinco perguntas:

  1. Quem é o personagem principal? Identifique a pessoa com quem você deseja se comunicar e compreenda sua realidade.
  2. O que ela deseja conquistar? Descubra quais objetivos, necessidades ou aspirações são importantes para esse público.
  3. O que está impedindo essa conquista? Identifique as dificuldades que tornam a jornada mais complexa.
  4. Como seu produto ou serviço pode ajudar? Apresente sua solução de maneira coerente com as necessidades identificadas.
  5. O que muda ao superar esse obstáculo? Demonstre o valor da transformação que sua solução pode proporcionar.

Essas perguntas ajudam a organizar uma narrativa com começo, desenvolvimento e significado.

E não é necessário trabalhar com histórias grandiosas.

Imagine, por exemplo, uma empresa que oferece cursos de qualificação profissional.

Uma divulgação tradicional poderia apresentar apenas a quantidade de aulas, os conteúdos, a modalidade e a certificação.

Essas informações são importantes, mas não explicam necessariamente por que alguém deveria se interessar pela formação.

Agora imagine uma comunicação que comece com uma pergunta:

“Você já deixou de se candidatar a uma oportunidade porque acreditava que ainda não tinha o conhecimento necessário?”

Nesse momento, a mensagem deixa de apresentar apenas um curso e passa a abordar uma situação com a qual algumas pessoas podem se identificar.

Existe um personagem, um objetivo e um obstáculo.

A formação, então, pode ser apresentada como um recurso que contribui para o desenvolvimento de competências e para a preparação profissional.

Perceba que o produto não mudou.

O que mudou foi a maneira de apresentar seu valor para o público.

Storytelling não é manipular emoções para vender

Existe um cuidado fundamental quando falamos sobre o uso de narrativas no marketing.

Contar uma boa história não significa inventar experiências, exagerar dificuldades ou prometer transformações impossíveis.

Uma comunicação precisa ser verdadeira, coerente com a identidade da marca e sustentada por aquilo que ela realmente oferece.

Depoimentos, experiências e resultados podem fazer parte de uma narrativa, desde que sejam autênticos e utilizados de maneira responsável.

Além disso, storytelling não substitui argumentos racionais, informações técnicas ou dados que o consumidor precisa conhecer.

Ele pode complementar essas informações, ajudando a contextualizá-las.

Afinal, o objetivo não é convencer alguém por meio de uma história falsa, mas comunicar de forma mais interessante o valor de algo real.

O que Dragon Ball realmente pode ensinar sobre marketing?

A história de Sun Wukong surgiu na literatura chinesa do século XVI.

Séculos depois, parte dessa inspiração ajudou Akira Toriyama a construir Son Goku, um dos personagens mais reconhecidos da cultura pop.

Outras produções continuaram reinterpretando esse universo, enquanto Dragon Ball também encontrou novas maneiras de apresentar suas aventuras a diferentes gerações.

As linguagens mudaram, os públicos mudaram e as tecnologias evoluíram.,

Mas alguns elementos continuam presentes: personagens marcantes, objetivos, conflitos e transformações.

Essa é uma das grandes lições do storytelling para o marketing.

Uma marca não precisa ter personagens com poderes extraordinários ou histórias épicas para estabelecer conexões.

Precisa compreender as pessoas com quem se comunica, identificar aquilo que realmente importa para elas e apresentar suas soluções de maneira significativa.

As pessoas podem esquecer o que você anunciou. Mas uma história que realmente as marcou pode permanecer por muito tempo.

E você? Já conhecia a relação entre Goku, o Rei Macaco e Jornada ao Oeste?

Quer conhecer mais sobre essa história e entender como essas conexões podem transformar sua maneira de pensar o marketing?

Assista ao vídeo completo do Uníntese Gestão no YouTube e descubra os detalhes dessa jornada.

E para continuar aprofundando seus conhecimentos sobre comunicação, estratégia e negócios, conheça as graduações em Marketing e Gestão Comercial da Faculdade Uníntese.

Porque a jornada ao oeste continua. E a jornada do conhecimento também!


Perguntas frequentes

O que é storytelling no marketing?

É o uso estratégico de histórias para comunicar mensagens, criar identificação com o público e demonstrar o valor de produtos, serviços e marcas. Pode ser utilizado em anúncios, campanhas, vídeos, redes sociais e conteúdos institucionais.

Goku foi inspirado no Rei Macaco?

Sim. Akira Toriyama utilizou referências de Sun Wukong, personagem da obra chinesa Jornada ao Oeste, na criação de Son Goku. Entre as semelhanças estão o nome, a cauda de macaco, o bastão mágico e a nuvem voadora.

Qual é a relação entre Naruto e Dragon Ball?

Naruto apresenta referências a Dragon Ball, especialmente na Besta de Quatro Caudas, chamada Son Goku, e em seu jinchūriki, Rōshi. Essas referências também se relacionam à tradição cultural de Jornada ao Oeste.

Como usar storytelling para vender?

O primeiro passo é conhecer o público, identificar seus objetivos e desafios e apresentar como um produto ou serviço pode ajudá-lo. Histórias reais, demonstrações e experiências de clientes podem contribuir para comunicar o valor de uma solução.

Quais são os principais elementos do storytelling?

Personagem, objetivo, conflito e transformação são quatro elementos importantes da construção narrativa. Quando organizados de maneira coerente, ajudam a criar histórias que despertam interesse e facilitam a compreensão de uma mensagem.